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Jornal Electrónico do Agrupamento de Escolas de São Bernardo

Luzes no Google Map e na noite da EB2. 3 de S. Bernardo – a festa da Cidadania e dos Direitos Humanos no dia 17 de Junho

“Where, after all, do universal human rights begin? In small places, close to home – so close and so small that they cannot be seen on any maps of the world. Yet they are the world of the individual person; the neighborhood he lives in; the school or college he attends; the factory, farm, or office where he works. Such are the places where every man, woman, and child seeks equal justice, equal opportunity, equal dignity without discrimination. Unless these rights have meaning there, they have little meaning anywhere. Without concerted citizen action to uphold them close to home, we shall look in vain for progress in the larger world.”
Eleanor Roosevelt
“Afinal, onde é que começam os Direitos Humanos? Em pequenos lugares – tão perto de nós e tão pequenos, que não podem ser vistos em nenhum mapa do mundo. Mas consituem, mesmo assim, o mundo de cada pessoa; a envolvência de cada um; a escola ou colégio que se frequenta; a fábrica, o escritório onde se trabalha. É nestes sítios que cada homem, mulher e criança procuram a justiça, a igualdade de oportunidades, sem discriminações. Os direitos têm significado aqui e em toda a parte. Sem uma acção concertada da sua prática de cidadania perto de nós, o progresso será procurado em vão num mundo mais lato.”
Eleanor Roosevelt
Quando a primeira dama dos USA Eleanor Roosevelt disse estas palavras ainda não havia internet nem Google Map, pois pronunciou-as nos anos 40/50 do século passado.
Imaginemos, todavia, que as teria proferido agora. Se tal acontecesse, mantinham-se perfeitamente actuais. Apenas com uma diferença – os pequenos locais de que fala e onde se luta pelos direitos humanos já podem ser vistos agora num mapa do mundo que, entretanto, se tornou uma aldeia global. Ela gostaria imenso, tenho a certeza.
Por isso, no Google Map apareceram umas luzes na Escola EB 2. 3 de S. Bernardo e na noite de 17 de Junho de 2008 – era a festa da Cidadania, um pequeno Forum de Direitos Humanos que juntou na biblioteca da Escola um número razoável de jovens, professores, pais, avós e convidados, que foram ouvir o 6.º A a cantar “We are the World” e ainda o tema inédito do Professor Rui Moura “Mundo de Lados Iguais”.
O 5.º D brindou-nos com “Cantar Cor”, uma canção contra o racismo, porque “todos temos sangue vermelho”.


Qualquer um destes trechos foi uma acção concertada de boa prática no alerta pelo respeito que nós próprios e o Outro merecem, num Mundo que tem de continuar a procurar com persistência e alegria, sem esmorecer na comunicação e na cooperação, o que de mais importante temos – os Direitos Humanos, uma conquista do pensamento e da acção modernos, a base mais sólida do nosso viver e do nosso exercício de cidadania. E este país está precisado, bem como de encontros como este, em que os pais se juntam e interagem com os filhos e seus professores nas escolas, espaço de instrução e educação. Sendo que a primeira é da principal responsabilidade dos pais o que não quer dizer que os professores não a ensinem também e quotidianamente) e a segunda é derivada principalmente da profissionalidade docente.

Cientes deste pressuposto fundamental, os meninos e meninas estiveram muito bem (e muito bonitos, devo acrescentar!), muito compenetrados da sua responsabilidade de homens e mulheres dum futuro melhor – afinal são eles que o vão fazer e é bom que comecem já e nos alertem: ” Todos temos Direitos à Vida, à Liberdade, à Segurança”.
Por isso mesmo e com muito entusiasmo nos mostraram uma encenação teatral sem palavras (nestas coisas, que deviam ser tão óbvias, palavras para quê?) de como “Ninguém pode ser escravizado”, porque “a escravatura é proibida”, coisa que alguns adultos do planeta teimam em esquecer.
Tal como parece que alguns não sabem que “Ninguém pode estar sujeito a tortura e a maus tratos”, num outro registo em que foram representados o Torturador e suas Vítimas, cenários dum mundo que ainda não encontrou paz.
Mais alertas surgiram, de entre os Direitos Humanos escolhidos para as cenas que apreciámos. Assim, relembrámos que “Todos têm direito à livre escolha de trabalho” e que “este deve garantir condições satisfatórias e salário igual por trabalho igual”, facto que certo universo de “patrões” (e alguns até gostam que os chamem de “empresários”, que é coisa diferente) olvidam, como se sabe.
E quem trabalha tem que descansar – “Todos têm direito ao repouso e ao lazer”. É bom frisar sempre esta recomendação, este direito, num país em que os horários de trabalho são os mais longos da Europa e, também por isso, os pais não têm muito tempo para estar com os filhos, para ir à escola, para passear, para jogar, para adquirir mais cultura, como seria melhor e nos tornaria mais felizes e desenvolvidos.
Finalmente – e porque estes alunos sabem que é necessário frisar nos tempos que atravessamos – representaram um quadro cuja mensagem é: “Todos têm direito à educação gratuita e ao ensino elementar fundamental”.
Estão todos de parabéns – os actores, os cantores, o público que, entusiasmado por este exercício de maturidade e reflexão – repito: feito com muita frescura, beleza e alegria, pois claro! – ergueram as suas vozes, fizeram a música, apresentaram as mensagens e bateram palmas.

Entre a assistência brilhavam também muitas luzes, que se viam no Google Map. Quando se afastaram na noite, o brilho continuou e continuará a pairar por cima da Escola onde existem jovens e professores que se interessam por conquistar um mundo mais gratificante e justo, aprendendo a cidadania nos tais “pequenos lugares” e na sua vida social, que assim fica mais rica e onde os Direitos Humanos se constroem.
Mais uma salva de palmas, se fazem favor! Para os meninos e meninas, para a Sr.ª Presidente do Conselho Executivo , para a Professora Cristina Melo, para o Professor Rui Moura, para a Dr.ª Lurdes Ventura, que também foi apresentar a Civitas de Aveiro e para todos aqueles que ali estiveram e foram para casa mais ricos na alma.

Teresa Soares,
Civitas
Universidade de Aveiro

3 comentários»

  Anonymous wrote @

Com actividades onde a Comunidade Educativa participa, e foi o caso desta, é mais fácil passar a mensagem dos Direitos Humanos. CJ

  Anonymous wrote @

Já outros comentavam de pequenino se torce o pepino, é assim que se assimilam atitudes se forma gente com atitude. Bem haja aos promotores.

  Paulo wrote @

PARABÉNS! assim, “brincando” sempre se vai tomando a real consciência dos Direitos Humanos, que se querem que sejam de facto UNIVERSAIS.

Paulo Pacheco


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