ETC

Jornal Electrónico do Agrupamento de Escolas de São Bernardo

Arquivo de Maio, 2011

Queres conhecer o GAA? Aparece!

Viagem de Finalistas

Com esta viajem, aprendi a lidar com adultos e com pessoas de outros países.
Esta viajem foi única, uma vez que, fiz coisas que se calhar nunca mais na vida as vou fazer.
Gostei imenso da organização que os professores tiveram e da relação que eles criaram connosco.
Tiago Almeida

Conhecemos lugares novos, uns mais divertidos do que outros, mas todos especiais. Sem duvida, para repetir.
Rute Pino

Eu achei a viagem muito fixe e divertida, foi um espectáculo.
Adorei o espectáculo da noite.
O que mais gostei foi dos parques de diversão e da torre Eiffel.
Gostava de repetir esta viagem
Beatriz Lima

Ano Internacional da Floresta

A Floresta

Trabalho premiado no concurso Literário sobre o tema Ano da Floresta

 

Asas para voar

 

            Alice tinha o mundo no olhar. Verde, azul, sem aborrecimentos, um mundo verdadeiramente transparente, sem mentiras, sem nada a esconder.

            Alice era uma rapariga especial. Tinha o dom de fazer os outros felizes. Escrevia como ninguém, o que lhe dava um prazer enorme. As palavras fluíam-lhe para o papel, da mesma forma que os peixes no mar se deslocam na imensidão profunda: calmos, serenos, por vezes, agitados. Melhor do que o prazer da escrita, só mesmo encostar-se a uma árvore, no meio de todas as outras da floresta, a levar com o solzinho na cara…

            Os pais davam-lhe todo o apoio, por muitas asneiras que ela fizesse. O sim à pergunta “Desculpas?” era óbvio. As suas notas eram muito boas, senão as melhores da turma.

            Mas havia algo que preocupava Alice: a personalidade das pessoas. Todas tinham de ter uma personalidade bem definida, na sua opinião. Alice não era como aquelas raparigas que se uma amiga diz “sim” e outra diz “não”, a “totó” diz “nim”. Alice acha que esta resposta a “enterra”. Considera-a menina sem personalidade, a verdadeira “cabecinha oca”. Muitas fazem isso para não “ferir” a sensibilidade das pessoas. Mas ter opinião não é “ferir” a sensibilidade de ninguém, basta expor o seu ponto de vista de forma correcta…

            Como sempre, ia cinco dias por semana para a escola e o pai, antes de ir para o trabalho, encarregava-se de a levar. Alice gostava muito de ir à escola mas, de vez em quando, havia uns choques de personalidade e aborrecia-se com o Z ou com o Y.

            Naquele dia tinha tido um dia cansativo e, também, algumas colisões de personalidade. Como estava sol, andou a correr o intervalo todo. O pai tinha de ir ao lago pescar e Alice aproveitou e foi também. O lago separava os dois lados da floresta. A menina encostou-se a uma árvore, tirou o “Quico” (o seu bloco de notas) e começou a escrevinhar. O sol estava mesmo no ponto, mesmo quentinho, e começou a dar-lhe uma moleza, uma indolência, que acabou por “cair redondinha”.

            Os pássaros, assim que a pressentiram a adormecer, começaram a cantar mais baixinho, embalando-a, e assim continuaram, não desligando a música definitivamente, em consideração àquele sono inocente.

            O sol mantinha-a quentinha, quentinha, e aquele soninho estava-lhe a saber muito bem. Sonhava, sonhava que era uma borboleta e, quando batia suavemente as asas, logo um pó se soltava no ar, dançando com o vento até pousar na pele das pessoas que, assim, podiam respirar felicidade.

            Pois é, Alice pairava sobre a cidade e via inquietação nos olhos dos seus habitantes. Andavam todos muito preocupados, amargurados, tristes, desgostosos. Até dava pena! Como é que tanta tristeza cabia dentro dos seus corações? Como é que eles suportavam tanta falta de ânimo? Aqui estava uma batalha a travar. E, ao deixar cair os pozinhos, era como se deixasse cair sorrisos. Sorrisos muito rasgados, de orelha a orelha, lindos como flores. Estes foram contagiando outros. Toda a gente já sorria, sorrisos simples, envergonhados, sorrisos abertos, alguns com batom vermelho, com brilho, cor-de-rosa ou caju. Sorrisos e mais sorrisos…

            Mas, num canto do jardim da cidade (provavelmente o único sitio verde no meio de tanta poluição) estava uma menina muito pequenina que chorava. Parecia que, no lugar dos olhos, tinha duas nuvens repletas de água a descarregar, como se de um dilúvio se tratasse.

            A missão de Alice era, simplesmente, fazê-la sorrir, arrancar um sorrisinho daquela carinha “laroca”. Contou-lhe todas as piadas do “Gato Fedorento”, todos os “cromos” do Nuno Markl. Tudo o que era graça contou. E nada!…

            Então, resolveu sentar-se ao pé dela e deu-lhe um beijo na testa. Logo um sorriso aberto apareceu. Do que a menina precisava, do que ela precisava mesmo, mesmo, era de miminhos. Precisava apenas de um beijinho, de um afago, de um carinho.

            De repente, uma voz familiar chamou-a do mundo dos sonhos:

            – Alice, acorda, acorda meu amor! Está na hora de ir para casa ajudar a mãe. Com aquele “barrigão” já não aguenta fazer tudo sozinha. Ainda temos o quarto do bebé para pintar. Depois, temos de o deixar a arejar, senão a criancinha intoxica…

            – Claro, pai. Olha, a Joana deu-me uns sapatinhos para o mano. São muito giros, mesmo fofinhos…

            À noite, na sua caminha, Alice agarrou-se à barriga da mãe e adormeceu.

            Sonhou que era tão feliz, mas tão feliz… Contudo, quando acordou, teve a certeza de que não era um sonho…Era realidade….Era tudo realidade…

Goddess of Happiness

Assembleia Municipal Jovem

 

Agrupamento de Escolas de S. Bernardo

EB1 de S. Bernardo

 

    Bom dia senhor presidente da mesa, senhores deputados, minhas senhoras e meus senhores.

    Eu chamo-me Édi Rafael e represento os alunos da E.B.1 de São Bernardo.

    Reconhecemos que os responsáveis pelo município de Aveiro se têm preocupado em tornar esta nossa bela cidade numa cidade amiga do ambiente, nomeadamente na limpeza dos espaços, na utilização das Bugas e na adesão ao Dia Europeu sem carros…

      No entanto, somos de opinião que muito mais há a fazer nesta cidade em relação ao ambiente, nomeadamente no que diz respeito aos espaços verdes e de lazer e aos ecopontos.

      Achamos que a freguesia de S. Bernardo e esta cidade têm poucos espaços verdes e de lazer. As crianças e adultos passam cada vez mais tempo nos computadores, nas consolas, a ver televisão… São precisos espaços apelativos onde as pessoas possam estar em contacto com a Natureza, como por exemplo, parques infantis seguros e actividades lúdicas onde a família possa estar reunida.

     Para este efeito sugerimos o local junto ao Hotel Meliá em frente ao Centro Cultural e de Congressos.

     Num trabalho de pesquisa que fizemos sobre a reciclagem, descobrimos coisas que nos impressionaram. Sabeis que uma garrafa de plástico demora mais de 100 anos a decompor-se? Os sacos e copos de plástico demoram entre 200 a 450 anos? Que o vidro demora mais que 1 milhão de anos?! E as latas de 100 a 500 anos?

     Estas descobertas fizeram-nos ficar preocupados, porque diariamente vemos os contentores para o lixo doméstico com garrafões de lixívia, garrafas e sacos de plástico, latas de conserva, garrafas e frascos de vidro…

     O Homem está a destruir o ambiente é preciso mudar!

     Na nossa opinião, é URGENTE mudar o tipo de ecopontos actuais. As pessoas precisam de ser “educadas” no sentido de separar os lixos. Levar o lixo ao ecoponto tem de ser uma rotina fácil de fazer. No nosso meio isso não acontece, os ecopontos são em número reduzido e têm um formato que não facilita a colocação rápida da reciclagem.

         Sugerimos que ao lado do contentor para o lixo comum haja ecopontos bem identificados e com tampa no topo, fácil de abrir e colocar lá a reciclagem de uma só vez.

         Se não quisermos que o lixo que fazemos agora daqui a muitos séculos continue espalhado pelo ambiente, prejudicando a vida à humanidade, é preciso oferecer aos munícipes infra-estruturas facilitadoras da separação dos lixos e campanhas de “educação ambiental”.

         Agradeço desde já a atenção dispensada e espero que as nossas sugestões tenham o melhor acolhimento da vossa parte.

 

O deputado

Édi Rafael Jesus Cruz Lela